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Cidade que é boa para as mulheres é boa para todos

Nós não nos conformamos com esta São Paulo onde seres humanos morrem de fome e de frio. Somos indignadas com as desigualdades nesta metrópole de 12 milhões de pessoas que relega boa parte delas ao desemprego, à fome, ao relento, ao descaso. Situação que piorou após a pandemia, com a crise econômica ainda mais cruel, a perda de renda para a maioria dos trabalhadores, a pobreza se alastrando, o luto entristecendo milhares de famílias e a sobrecarga mais pesada sobre as mulheres responsáveis pelos afazeres domésticos e pelos cuidados com os filhos e os idosos.

Queremos uma cidade humana, amigável, acolhedora e democrática, com um governo que lidere a Capital rumo à retomada do desenvolvimento social, econômico e tecnológico, que aposte na reindustrialização, impulsione projetos estratégicos e sustentáveis, direcione investimentos às regiões mais pobres e estimule a economia criativa e solidária da periferia. Basta de prefeitos privatistas, meros “gerentes” do marasmo.

Somos quatro mulheres na candidatura coletiva da Bancada Feminista do PCdoB para vereadora, com a esperança de ver São Paulo se reerguer pelas mãos das mulheres, pelo trabalho e a inteligência de quem é a maior parte da população. Nossa militância política vem de longe, no movimento estudantil, nas redes da periferia, nas entidades de mulheres. Atuamos nas manifestações anuais do Dia Internacional da Mulher (8 de Março), na Primavera Feminista, no embate contra o golpe que em 2016 retirou do cargo a única mulher eleita presidenta do Brasil, participamos das ocupações estudantis em escolas, do Tsunâmi da Educação e do movimento #EleNão!, um grande levante de mulheres contra Bolsonaro.

A propósito: Fora, Bolsonaro! Esse é o governo da morte, da mentira, do ódio, da destruição e da violência. O governo que despreza a vida dos brasileiros.

Nossa prática feminista conecta mulheres de todas as idades, crenças e orientações sexuais; da periferia e do centro; estudantes secundaristas e universitárias; trabalhadoras empregadas, desempregadas, informais e aposentadas; empreendedoras e profissionais liberais; aquelas que já conquistaram independência financeira e as que iniciam carreira profissional; mulheres livres e emancipadas e aquelas que sofrem opressão de todo tipo, especialmente as das classes menos favorecidas, as negras, indígenas, LGBTs, as mães solo, as vítimas de violência e preconceito, enfim, todas que necessitam da ação firme do governo e do Parlamento para proteger e melhorar sua vida.

Se as mulheres tiverem uma vida estruturada, protegida, livre, participativa e feliz, toda a sociedade e toda a cidade ganham com isso. Por esse motivo, os homens são bem-vindos a este projeto que busca uma cidade para toda a gente, que assegure melhor qualidade de vida, acesso amplo da população aos serviços essenciais e participação popular nas decisões.

Nós queremos que as mulheres sejam protagonistas das mudanças na sociedade, porque, ao longo de séculos, mesmo sendo a maioria da população, nunca estivemos no centro das políticas públicas e das decisões que realmente mexem com a vida das pessoas e com o cotidiano do país e da cidade. As mulheres lutadoras, progressistas e democratas precisam ocupar postos de decisão em governos, nas câmaras legislativas e em quaisquer outras instâncias representativas, especialmente naquelas que decidem os rumos da economia e a aplicação dos orçamentos públicos, porque aí está o poder de fato e é aí que precisamos inverter a lógica vigente e beneficiar quem mais precisa.

Nosso compromisso é por igualdade de direitos, respeito à diversidade e combate ao racismo, ao machismo, à homofobia e a todas as formas de discriminação, violência, preconceito e abuso contra LGBTQI+, negras e negros, pessoas com deficiência, crianças, mulheres e moradores da periferia. Contra todas as desigualdades e seus variados modos de reprodução: de classe, de gênero e de raça.

Estamos com o deputado Orlando Silva 65 para prefeito de São Paulo e a enfermeira Andrea Barcelos para vice. Orlando foi vereador aqui na Capital e fez a lei paulistana que obriga a ter 50% de mulheres nos conselhos municipais de gestão, controle e participação social, uma forma de promover a formação de novas lideranças femininas na administração pública. A Andréa é trabalhadora do SUS no Hospital Municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa, na Mooca, e esteve na linha de frente do enfrentamento à covid-19. Ela também é bancária, tem uma deficiência rara, genética, e atua pela inclusão social das pessoas com deficiência.

Nos textos do nosso programa de candidatura você lerá algumas das propostas e dos posicionamentos políticos que vamos defender no mandato de vereadora, caso eleitas no dia 15 de novembro. Nosso projeto é resultado de construção coletiva, da participação de voluntárias e voluntários que ao longo de meses nos ajudaram a elaborar as diretrizes do trabalho que pretendemos desenvolver na Câmara Municipal.